Estabelecidos regras e procedimentos para adesão e funcionamento do PPE | Blog

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Estabelecidos regras e procedimentos para adesão e funcionamento do PPE

por peterson • 27/07/2015 • 09:16

Por meio da norma em referência, o Comitê do Programa de Proteção ao Emprego (CPPE) estabeleceu as regras e os procedimentos para a adesão e o funcionamento do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), conforme os destaques a seguir:

a) a solicitação de adesão ao PPE deverá ser dirigida à Secretaria Executiva do Comitê do Programa de Proteção ao Emprego (SE-CPPE);

b) para aderir ao PPE, a empresa deverá:

b.1) apresentar solicitação de adesão ao PPE, conforme modelo de formulário aprovado pela SE-CPPE, devidamente preenchido;

b.2) comprovar registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) por, no mínimo, 2 anos;

b.3) demonstrar a regularidade fiscal, previdenciária e relativa ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por meio da apresentação da Certidão de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União e do Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CRF/FGTS);

b.4) comprovar a sua situação de dificuldade econômico-financeira; e

b.5) apresentar requerimento de registro e demais documentos necessários para o depósito e registro do Acordo Coletivo de Trabalho Específico (ACTE) no Sistema Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), conforme instruções normativas da Secretaria de Relações do Trabalho;

c) para fins do disposto na letra “b.2”, em caso de solicitação de adesão por filial de empresa, poderá ser considerado o tempo de registro no CNPJ da matriz;

d) a regularidade de que trata a letra “b.3” deverá ser observada durante todo o período de adesão ao PPE, como condição para permanência no programa;

e) será considerada em situação de dificuldade econômico-financeira, para fins do disposto na letra “b.4”, a empresa cujo Indicador Líquido de Empregos (ILE) for igual ou inferior a 1%, apurado com base nas informações da empresa disponíveis no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), observando-se que:

e.1) o ILE consiste no percentual representado pela diferença entre admissões e desligamentos, acumulada nos 12 meses anteriores ao da solicitação de adesão ao PPE, em relação ao estoque de empregados;

e.2) para fins de apuração do ILE, será considerado o estoque de empregados verificado no 13º mês anterior ao da solicitação de adesão ao PPE;

f) o ACTE de que trata a letra “b.5”, a ser celebrado com o sindicato dos trabalhadores representativos da categoria da atividade econômica preponderante da empresa, deverá ser registrado no sistema mediador, nos termos do art. 614 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452/1943, e conter, no mínimo:

f.1) o período pretendido de adesão ao PPE;

f.2) o percentual de redução da jornada de trabalho, limitado a 30%, com redução proporcional do salário;

f.3) os estabelecimentos ou os setores da empresa a serem abrangidos pelo PPE;

f.4) a previsão de constituição de comissão paritária composta por representantes do empregador e dos empregados abrangidos pelo PPE para acompanhamento e fiscalização do programa e do acordo;

f.5) a relação dos empregados abrangidos, anexada ao acordo, contendo nomes, números de inscrição no Cadastro Pessoas Físicas (CPF) e no Programa de Integração Social (PIS) e demais dados necessários ao registro do ACTE no MTE e pagamento do Benefício PPE;

g) o ACTE deverá ser aprovado em assembleia dos empregados a serem abrangidos pelo programa;

h) para a pactuação do ACTE, a empresa demonstrará ao sindicato que foram esgotados os períodos de férias, inclusive coletivas, e os bancos de horas;

i) previamente à celebração do ACTE, a empresa fornecerá ao sindicato as informações econômico-financeiras a serem apresentadas para adesão ao PPE;

j) as alterações no ACTE referentes a prazo, setores abrangidos e percentual de redução de jornada e salário, bem como as prorrogações da adesão, deverão ser registradas no sistema Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego e submetidas à análise da SE-CPPE;

k) eventuais alterações na relação de empregados abrangidos deverão ser encaminhadas à SE-CPPE, com aprovação da comissão paritária de que trata a letra “f.4”, em arquivo com o mesmo formato da relação inicialmente apresentada;

l) o ACTE deverá prever percentual único de redução de salário para os empregados por ele abrangidos;

m) a redução temporária da jornada de trabalho poderá ter duração de até 6 meses, podendo ser prorrogada, desde que o período total não ultrapasse 12 meses;

n) as solicitações de adesão ao PPE serão recebidas e analisadas pela SE-CPPE, que decidirá em caráter final e informará os resultados às empresas solicitantes;

o) as empresas que aderirem ao PPE ficam proibidas de dispensar arbitrariamente ou sem justa causa os empregados que tiverem sua jornada de trabalho temporariamente reduzida enquanto vigorar a adesão ao PPE e, após o seu término, durante o prazo equivalente a 1/3 do período de adesão;

p) no período de adesão ao PPE, a empresa não poderá contratar empregados para executar, total ou parcialmente, as mesmas atividades exercidas pelos trabalhadores abrangidos pelo programa, exceto nos casos de reposição ou aproveitamento de concluinte de curso de aprendizagem na empresa, nos termos do art. 429 da CLT, desde que o novo empregado também seja abrangido pela adesão;

q) será excluída do PPE e ficará impedida de aderir novamente a empresa que:

q.1) descumprir os termos do ACTE relativos à redução temporária da jornada de trabalho ou qualquer outro dispositivo da Medida Provisória nº 680/2015, ou de sua regulamentação; ou

q.2) cometer fraude no âmbito do PPE. Em caso de fraude no âmbito do PPE, a empresa ficará obrigada a restituir ao FAT os recursos recebidos, devidamente corrigidos, e a pagar multa administrativa correspondente a 100% desse valor, a ser aplicada conforme o Título VII da CLT e revertida ao FAT;

r) as empresas que não atenderem o requisito estabelecido nas letras “e”, “e.1” e “e.2” poderão apresentar à SE-CPPE outras informações que julgarem relevantes para comprovar sua situação de dificuldade econômico-financeira, a fim de subsidiarem eventual aprimoramento das regras e procedimentos do programa pelo CPPE;

s) a norma em referência entrou em vigor na data de sua publicação (22.07.2015).

( Resolução CPPE nº 2/2015 – DOU 1 de 22.07.2015)

Fonte: Editorial IOB

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